julho 6, 2017
Mayra Caju Warren

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Relato de Parto: Mayra + Michael = Dylan (e Jonas)

Eis que nasceu meu segundo filho! Dylan chegou ao mundo no sábado, dia 3 de junho, às 8h59, de parto cesáreo após 12h de trabalho de parto intenso. Este é um relato de parto, ferramenta de desabafo e memória para a mãe, e de descobertas para amigos, familiares e outras famílias que possam se interessar. Também é uma história de uma vida que começa, para que um dia, no futuro, ele conheça seu primeiro capítulo. 

*** Scroll down for the English Version ***

Me falaram que a segunda gravidez era muito diferente da primeira. Me disseram que eu não teria tempo para “curtir” a barriga, nem ficar imaginando como seria o parto, a carinha do bebê, etc. Eu confesso que não tive tempo mesmo, para muita coisa, mas tentei “fabricar” tempo para sim, imaginar meu filho nascendo, crescendo, seu rosto, seu sorriso. Achei importante esse exercício, essa conexão. Mas realmente, com um filho pequeno precisando de minha atenção o tempo todo, não tive muito como ficar viajando…

Quando assustei estava na 34a. semana, e só aí fui fazer fotos (gratidão, Sabrina e Pipo, pelo ensaio mais lindo da minha vida!). Minha mãe chegou para ficar alguns dias e já resolveu ficar de vez, até depois do Dylan nascer. Parecia loucura da parte dela, já que não tinha como saber quando o bebê ia nascer, mas a verdade é que não sei o que faria sem ela aqui durante todo esse tempo. Eu já estava com a barriga imensa, e com bastante dificuldades pra fazer as pequenas tarefas do dia-a-dia.

Pisquei e já eram 37 semanas, e durante uma consulta nosso obstetra soube que o Dylan estava “sentado”, posição que dificulta um pouco o seu nascimento. Aí não sei de onde veio um foco, uma força e eu busquei o que poderia fazer para ajudá-lo a virar. Nossa querida amiga, Leticia Colossi, acompanhou a gravidez desde o início e deu umas dicas para ajudar o bebê a virar. Exercícios, moxabustão, homeopatia. Fiz de tudo, e deu certo! Em dois dias ele virou, fiz a ultrassom e confirmamos que ele estava em posição ideal para nascer.

Não passou muito tempo e na 38a. semana começaram as contrações. Acordei de madrugada no dia 29 de maio sentindo contrações bem fortes e já me perguntando se havia chegado a hora! Acordei o Michael depois de duas horas sentindo tudo aquilo, mas foi alarme falso. Naquela noite dormi pouco, mas realmente as contrações passaram.

Contei para a Leticia e o Michael contou para o pessoal do Âncora Sandubar, para que não o esperassem no trabalho nos próximos dias. Chamamos até a Mariah de volta das férias dela com um dia de antecedência (eheheh, desculpa, Mariah!). Nos dias que se seguiram eu não consegui mais trabalhar, e pedi ao meu obstetra que me desse o pedido da licença-maternidade no dia 1o. de junho, porque eu já não conseguia ficar sentada muito tempo para trabalhar em frente ao computador e para mim a hora já estava próxima.

2 de junho, sexta-feira

Passei o dia todo de molho…

Nesse dia completava as 39 semanas de gestação. Era para eu ir até o Hospital Universitário já pela manhã fazer a perícia para a licença-maternidade, mas desisti. Estava sentindo contrações e queria ficar quieta na minha banheira e dormir. Liguei lá e marquei para a segunda-feira, dia 5. Brinquei com o Michael e minha mãe que o Dylan bem que podia nascer no fim de semana, aí eu já ia com ele fazer a perícia no HU! Cuidado com o que a gente manda pro universo, né? Foi assim mesmo que aconteceu.

Dormi a manhã toda, fiquei lagarteando pela casa o dia inteiro, encostada, sonolenta. Era mais forte que eu! Fui descobrir o porquê por volta das 19h quando as contrações começaram a ficar mais doídas, mais espaçadas. Não estava mais confortável em qualquer posição.

O Jonas foi dormir e eu fui para a banheira e ali, pela primeira vez, comecei a contar as contrações. Coloquei minha playlist do parto para tocar e relaxei. O tempo passou rápido, de repente já estava ali na água há mais de uma hora e nada das contrações passarem. Pelo contrário, sentia mais fortes, mais próximas. 9 em 9 minutos, 7 em 7 minutos, depois 5 em 5 minutos… o Michael achando que a gente devia chamar a Leticia para ela me examinar. Resolvi mandar uma mensagem para ela e logo ela chegou.

Fomos conversando, ela foi fazendo o que ela faz, as mágicas dela, foi contando as contrações para mim, falando com aquela voz suave dela que podia bem ser este o dia que o Dylan escolheu chegar. Quando finalmente eu disse que sim, estava acontecendo, e ela disse também, aí acho que senti de verdade. E as ondas vinham, de dentro de mim para fora… “vai começar, vai começar”, eu falava antes da contração chegar. Aí ela chegava e eu fechava os olhos e sentia, e nessa hora fazia um esforço maior que o mundo para lembrar de relaxar a pelve, lembrar de me abrir, de respirar profundamente. E a Leticia falando “respira, aceita, deixa ele nascer”. E assim se passaram horas e horas. E eu vi o tampão sair na água da banheira. E tirei a água e senti que ainda escorria água de mim, a bolsa havia estourado.

Fomos ficando ali, conversando sobre aquele momento. A Leticia me conduziu meio que numa meditação para permitir que aquele momento acontecesse. Nessa hora a playlist tocou uma música que já me marcou demais… Round Here, do Counting Crows. E eu me arrepiei, e chorei, e falei pro Dylan que estava pronta, que ele podia nascer!

I walk in the air between the rain,
Through myself and back again.
Where? I don’t know

Era uma noite de lua crescente. A lua cheia estava marcada para a outra sexta-feira, dia da minha Data Provável do Parto (DPP), 9 de junho. O céu estava bem aberto, bem estrelado. Saímos para caminhar na rua, eu e Leticia. Quando voltamos para casa, fomos juntar as coisas da maternidade, e eu passei mal, vomitei. A Leticia me examinou, fez o toque, tirou a pressão. Estava mais alta que o meu normal, e ela sentiu que o meu colo estava numa posição desfavorável, que eu precisava me mexer para ajudar a se alinhar e favorecer o nascimento do bebê (aqui um disclaimer… eu não sou profissional dessa área e não estava nas minhas faculdades mentais normais, então não lembro direito o nome do negócio que tava acontecendo com o meu colo. Mas tava tudo sendo acompanhado bonitinho pela Leticia e depois pelo Pablo na maternidade, ok?). Resolvemos todos que estava na hora de ir para a maternidade. Me despedi da minha mãe, que ficou com o Jonas, e fomos!

… Aqui preciso abrir um parênteses para contar de uma coisa que acontecia nos bastidores, sem que eu soubesse: minha mãe e o Michael estavam passando muito mal. Todos nós havíamos jantado uma canja de galinha que o Michael fez com todo o carinho, e tanto ela como ele estavam passando muito mal. Mas ninguém me contou. Só soube depois. E eu não tive sintoma nenhum porque vomitei tudo! O Michael aguentou até o fim, só foi se entregar mesmo depois que o Dylan nasceu …

3 de junho, sábado

Era 1 da manhã quando chegamos na maternidade.

Round here we always stand up straight
Round here something radiates

Pablo ali do lado direito…

Do caminho liguei para o Pablo Queiroz, nosso obstetra. Eu tenho um carinho especial pelo Pablo. Ele é carinhoso, gentil, atencioso. Ele é meu ginecologista há uns cinco anos, sempre me senti muito à vontade com ele. Confiança total. A equipe agora estava formada, e eu me entregando cada vez mais ao momento.

Round here we’re carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs

Bem, voltando ao parto… o momento da chegada à maternidade eu nem vi, fui concentrada nas contrações, para longe da recepção. Feito tudo, fomos para o quarto, o Pablo me examinou. A pressão havia se normalizado mas ele constatou a mesma coisa que a Leticia, a história do colo. A orientação era rebolar na bola de pilates, me movimentar, posições de quatro apoios, e lá fui eu, obedeci direitinho! Nisso a homeopatia da Leticia também já rolando há horas, ajudando todo o processo. Fiquei muuuuuuuuito tempo na bola e no chuveiro. A água foi minha amiga no trabalho de parto. Senti um alívio enorme em ficar ali. Muitas vezes até cochilei, falei sozinha umas coisas sem sentido, dei uma delirada ali no chuveiro…

Foram mais sete horas de contrações no quarto da maternidade. Eu andei de um lado pro outro, quase sequei a caixa d’água da maternidade de tanto que fiquei no chuveiro (horas e horas). Mas com tudo isso a dilatação do meu colo não passou dos três centímetros. Após o esforço de alinhar o colo, mesmo assim não houve mais dilatação. E as contrações eram muito intensas, no final das sete horas eu sentia como se não houvesse intervalo entre elas, vinha uma atrás da outra e as sensações eram muito dolorosas, difícil mesmo lembrar de respirar e relaxar a pelve. Quando eu conseguia mesmo respirar, não sentia dor alguma! Gente, é verdade! Parecia que não tinha dor, era pressão, era a onda chegando e partindo, mas não tinha dor. O duro era conseguir respirar profunda e calmamente nessa hora…

I can’t see nothing, nothing
Round here
Catch me if I’m falling
Catch me if I’m falling
Catch me cause I’m falling down on you

Nos re-conhecendo…

Na última vez que fizemos o toque, constatamos que o Dylan estava mal-posicionado para nascer. A cabeça dele estava de lado, uma posição que não tem como ajudar o colo a dilatar e que ele não iria conseguir passar. Mesmo assim, havia uma possibilidade de desencaixar se a gente fizesse umas manobras e rebozo. Vou falar pra vocês que doeu bastante, eu não sabia se ia aguentar. As contrações estavam tão intensas e eu tão cansada. Mas dei a energia que eu tinha para fazer isso dar certo, porque sabia que se não desse, iríamos para a cesárea. Tentamos as manobras duas vezes, eu até dancei! Nessa hora até já estava ouvindo músicas de Bob Dylan pra ver se chamava o menino!

Duas vezes tentamos. O Dylan se desencaixava com a manobra e encaixava de volta do mesmo jeitinho torto. Do jeito dele ele me dizia que era para ser torto mesmo, pela via de parto que eu já conhecia e que havia de certa forma me machucado da outra vez. Era para ser uma ressignificação dessa via de parto, para que eu finalmente aprendesse que é para isso que serve a cirugia cesárea: para que nasçam os bebês que não nasceriam de parto normal.

Michael cortando o cordão umbilical.

Eu senti as lágrimas do Michael caírem sobre mim quando decidimos pela cesárea e ele me abraçou. Nos confortamos, mas eu não senti tristeza por ir para a cesárea: desta vez eu estava pronta. Eu tive o meu trabalho de parto, eu tive as contrações. Se o Dylan estivesse em posição favorável, teria nascido bem rápido! Isso não sou eu que tô falando, é o que o meu médico e minha enfermeira obstétrica/parteira/amiga me falou! Então, gente, eu fui foda! Meu corpo é foda! Bebês lindos nascem de mim, e meu corpo sabe parir!

O Dylan nasceu às 8:59 da manhã. A equipe na sala de cirurgia foi muito querida! Contamos piada, demos risada, numa leveza que não existiu quando o Jonas nasceu. Eu estava tão contente que ia conhecer meu filho, que ali estavam pessoas que estavam sensíveis à nossa história. Até clientes do Âncora tinham ali!

Eu o vi nascer…

Eu vi o Dylan sair da minha barriga, a carinha dele de assustado! O Michael cortou o cordão umbilical e acompanhou o Dylan com a pediatra. Vestiu ele, trouxe ele para mim. Ele se deitou sobre mim e eu pedi para deixar ele mamar. A Leticia ajeitou e ele mamou muito, ali mesmo na sala de cirurgia. E depois dormiu. E começou nossa caminhada.

A Leticia tirou todas as fotos no centro cirúrgico e não tiramos nenhuma no trabalho de parto. Agora aqui aparece a mão dela ajeitando meu seio pro Dylan mamar!

E por isso tudo, eu agradeço. Emocionada agora, eu agradeço muito por essa oportunidade de sentir o que se deve sentir, de testemunhar o que acontece quando a gente respeita o processo do nascer, de ter nos braços uma criança saudável. Sou grata ao meu marido, que estava passando mal, sem saber se deitava ou se tentava oferecer ajuda, e que segurou tudo para só depois desabar. Sou grata à minha mãe por cuidar do meu tesourinho, o Jonas, o irmão mais amoroso que eu poderia desejar para o Dylan! Sou grata à rede de apoio que nos ajudou tanto nesses primeiros dias: a Bete que deu seu fim de semana para ajudar minha mãe com o Jonas no sábado e o Michael no domingo enquanto todos nos recuperávamos. Sou grata à Janayna, minha irma, que pegou o primeiro avião que podia para vir estar conosco e oferecer ajuda, perdendo noites de sono. À Pam, mãe do Michael, que está conosco agora durante uma nova etapa, depois do primeiro mês do Dylan, nos ajudando no período de férias escolares do Jonas. E a todos e todas que enviaram mensagens, que visitaram, trouxeram carinho pra gente!

Por fim, um agradecimento especial ao Pablo, pelo trabalho competente e amoroso que faz! E minha gratidão eterna à Leticia, incansável, que não largou a minha mão um minuto, que me segurou pra eu não cair tantas e tantas vezes, que me lembrava de respirar, que me ensinou tudo sobre essa entrega maravilhosa. Sou grata demais, Le! Pra sempre, sou grata!

The Story of Dylan’s Birth

Behold, my second son was born! Dylan came into the world on Saturday, June 3, at 8:59 a.m., a cesarean delivery after 12 hours of intense labor. This is an account of his birth, a tool for new mothers and our own memory, and something for friends, family and others who may be interested. It is also a story of a life that begins, so that one day, in the future, he will know his first chapter.

I was told that the second pregnancy was very different from the first. I was told that I would not have time to “enjoy” the belly, or to wonder too much about the delivery, the baby’s face, etc. I confess that I did not have time for much, but I tried to “make” time to imagine my son being born, him growing, what his face would look like, his smile. I found this exercise, this connection to be very important. But really, with a small child (Jonas) needing my attention all the time, I couldn’t let my mind go wild.

All of a sudden it was week 34. That’s when we finally decided to take pregnancy photos, my mother arrived to stay a few days and soon realized she wasn’t going home before Dylan was born. At first I thought it was cray of her to stay, there was no way of knowing when the baby would be born, but the truth is that I do not know what I would have done without her here all this time. I was already huge, and the pregnancy could go on for at least another 6-8 weeks.

I blinked and it was already 37 weeks. During a visit to our obstetrician, we found out that Dylan was in a “seated”, position, making the natural birth a bit more difficult. I quickly became focused like never before, so I tried with my every being to help him change positions inside my belly without any external procedure.

Our dear friend, Leticia Colossi, obstetric nurse and midwife, was closely following my pregnancy from the beginning, and had some tips to help the baby turn. We did exercises, acupuncture, homeopathy remedies. I did everything I could, and it worked! In two days he turned around, confirmed in an ultrasound he was in an ideal position to be born.

It was not much time and in the 38th week the Braxton-Hicks contractions began. I woke up at dawn on May 29th feeling very strong contractions and already wondering if the time had come! I woke Michael up after two hours feeling all that, but it was false alarm: the contractions stopped after a few hours.

We let everyone know we would spend the next few days at home, just in case. And the days passed, contractions came and went, but still, they didn’t stick around much.

Friday, June 2nd

Woke up celebrating the completion of 39 weeks of gestation! I was supposed to go for another doctor’s visit but decided to cancel because I was feeling light contractions and wanted to lie still in my bathtub, and sleep. Michael and I slept all morning while Jonas was at school. We lounged around the house all day. At around 7 pm the contractions started to get stronger, more rhythmic. I was no longer comfortable in any position.

Jonas went to sleep and I went to the tub and there, for the first time, I started counting the contractions. I put my birth playlist on and I relaxed. Time went by quickly, contractions remaining strong, getting stronger. And closer intervals: 9 in 9 minutes, 7 in 7 minutes, then 5 in 5 minutes … Michael thinking we should call Leticia for her to examine me. I decided to send her a message and soon she arrived.

We were in the bathroom, me in the tub, she was doing what she does, her magic… she was counting the contractions for me, talking in that soft voice of hers that it might well be this the day that Dylan chooses to arrive. And the waves came, from inside out … “It’s going to start, it’s going to start,” I said before the contractions would come. Then they would start and I would close my eyes and just feel, and at that moment I made a great effort to remember to relax, to breathe deeply. And Leticia would say: “breathe, accept it, let Dylan be born”. And so hours went by. My water broke while I was in the tub… it was happening.

Leticia led me through a meditation to say goodbye to the pregnancy, my big belly would deflate, a baby is being born… so I should connect with myself, allow that moment to happen. At this time the playlist played Round Here, a beautiful song by Counting Crows. And I shivered, and I cried, and I told Dylan that I was ready, that he could be born!

It was a crescent moon night. The sky was wide open, very starry. We went out to walk in the street, Leticia and I. When we got home, we started to prepare everything to go to the hospital. I felt sick, threw up.

Leticia examined me, my blood pressure was higher than normal, and she felt that my cervix was in an unfavorable position, that I needed to move around to help better align it and favor the birth of the baby (here a disclaimer … I’m not a professional in that area and was not in my normal mental faculties, so I can not remember the name of the deal that was happening with my cervix, but everything was being monitored and it was not a big deal…). We all decided it was time to go to the maternity ward. I said goodbye to my mother, who stayed with Jonas, and we went!

… There was something going on behind the scenes, without my knowing: my mother and Michael were in very bad shape. We had all had a chicken soup that Michael spent hours making… so thoughtful, but it made everyone sick, except me, because I threw up early on. Michael felt ill all night but didn’t actually get sick until after Dylan was born…

Saturday, June 3rd

It was 1 in the morning when we arrived at the maternity hospital.

Round here we always stand up straight
Round here something radiates

From the car I called Pablo Queiroz, our obstetrician. I have a special affection for Pablo. He is kind, considerate, he studies constantly, and he listens. He’s been my gynecologist for about five years, I’ve always felt very comfortable with him. Total confidence. My team was now assembled, and I was surrendering more and more to the moment.

Round here we’re carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs

Well, going back to childbirth … the moment we arrived at the maternity I didn’t even see anything, I was concentrated in the contractions, didn’t want to talk to the receptionist, so Michael handled that. All done, we went to the room, Pablo examined me. The blood pressure had normalized but he found the same thing as Leticia, the cervix thing. The orientation was to work on the pilates ball, move around, find better positions, and there I did everything, very obedient!

Leticia kept giving me homeopathic drops, and they were doing their job, helping the whole process. I spent a long time on the ball and in the shower. Warm water was my friend in labor. I felt a huge relief just staying there. Often I even dozed off, I said some nonsense things to myself, I raved there in the shower …

There were a total of seven hours of contractions in the maternity room. I paced around, danced, almost dried the maternity water tank from so much that I was in the shower (hours and hours). But even with all that, the dilation of my cervix was not more than three centimeters. After all the effort to align the cervix, there was no further dilation. And the contractions were very intense, at the end of seven hours I felt as if there was no gap between them, came one after another and the sensations were very painful, difficult to even remember to breathe and relax.

When I could really breathe deeply, it was amazing, I did not feel any pain! Guys, it’s true! It seemed that there was no pain, I felt the pressure, felt the wave coming and going, but there was no pain. The hard thing was to be able to breathe deeply and calmly with all that going on …

I can not see nothing, nothing
Round here
Catch me if I’m falling
Catch me if I’m falling
Catch me cause I’m falling down on you

One more time I was examined, and found out that Dylan was ill-positioned to be born. His head was crooked on his side, a position that could not help my cervix to dilate and he could not get through. Even so, there was a possibility of disengaging him from that position if we did some maneuvers.

I’ll tell you that it hurt a lot, I did not know if I could take it. The contractions were so intense and I was so tired. But I gave it my all, the remaining energy that I had to make it work, because I knew that if I did not, we would go to the c-section. We tried the maneuvers twice, at the sound of Bob Dylan to see if his music would work on our own Dylan!

Our boy would disengage from the crooked position and snap back the same crooked way. In his own way he was telling me that it was gonna have to be crooked, and the birth would happen by cesarean, a way I already knew from Jonas’ birth and that had somehow left me traumatized. It was to be a resignification of this surgery. This time I was to finally learn that this is what cesareans are for: to bring to the world babies who would not be born the natural way. And that is okay.

I felt Michael’s tears falling on me when we decided on the caesarean section. He held me. We were comforted, but I did not feel sad to go to the cesarean: this time I was ready. I had my labor, I had the contractions. If Dylan was in a good position, he would have been born very fast! This is not me talking, that’s what my doctor and my midwife told me! So folks, I was badass! My body rocks! Beautiful babies are born from me, and my body knows how to give birth!

Dylan was born at 8:59 in the morning. The staff in the operating room was very sweet! We told jokes, laughed, in a lightness that did not exist when Jonas was born. I was so happy that I was going to meet my son, that there were people making it possible who were sensitive to our story. I saw him being born, I saw Dylan coming out of my belly, his face so scared!

Michael cut the umbilical cord and followed Dylan with the pediatrician. He dressed our baby boy, brought him to me. He was put lying down on me and I asked Leticia to help him nurse. She straightened him and he suckled a lot, right there in the operating room. And then he slept. And we started our journey.

And for that, I am so thankful. In tears as I write this, I am grateful for this opportunity to feel what a mother should feel, to witness what happens when you respect the process of birth, having a healthy child in my arms.

I am grateful for my husband, who was so brave, even feeling sick, he did not know whether to lie down or try to offer help. I am grateful for my mother for taking care of my little treasure, Jonas, the most loving brother I could wish for Dylan!

I am grateful for the support network that helped us so much these first few days: to Bete, who gave her weekend up to help my mother with Jonas on Saturday and Michael on Sunday while we all recovered. I am grateful to Janayna, my sister, who took the first plane she could to come to be with us and offer help, losing nights of sleep. And grateful to Pam, Michael’s mom, who is now with us helping out during Jonas’ winter break from school. And all who sent messages, came to visit, gave us so much love!

Finally, special thanks to Pablo, for the competent and loving work he does! And my eternal gratitude to Leticia, relentless, who did not let go of my hand for a minute, who held me so I did not fall so many times, helped me to remember to breathe, taught me everything about this wonderful surrender. I’m grateful! Forever, I’m grateful!

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5 thoughts on “Relato de Parto: Mayra + Michael = Dylan (e Jonas)

  1. No meio do texto, coloquei os fones no ouvido e procurei “Round Here” no Youtube e, só então, voltei a ler o relato! Chorei…muito amor por essa família! Te amo eternamente nêga! ❤

  2. Muito choro, riso dai mais choro mais riso aiii miga voce e demais. Te amo ❤ forever.

  3. q linda!!! vc é super!!! bj família linda!!! vcs são demais!

  4. Minha amiga linda, que texto emocionante! Nossa!
    Tu és uma guerreira, incansável por dar o teu melhor nesse momento.
    Feliz demais por essa família que amamos! 💋

  5. Amamos vocês e somos felizes em ter essa amizade incrível! Seu formo fez bebês maravilhosos e você é muito guerreira! Beijão!!!

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