agosto 15, 2011
Mayra Caju Warren

6 comments

Comer o que é bom

Quem nunca comeu um prato bem colorido, cheio de ingredientes frescos que não são só “good” mas são também “good for you” e não pensou: “Por que eu não como isso todo dia?”

Por quê, hein? Não se preocupe, eu respondo. Você não come isso todo dia porque não tem tempo de fazer, ou porque aprendeu que comida gostosa é aquela atolada de creme de leite, com bastante queijo por cima, de preferência com um punhado de batata palha, e mousse de chocolate de sobremesa.

Você, assim como eu, acha ou já achou que o Big Mac é muito melhor que o X-Tudo que se vende ali na esquina. Que é impossível viver sem comer aquele número 1, com a batata frita que só eles sabem fazer. Você, assim como eu, já colocou essas corporações alimentícias num pedestal, como se fossem mil vezes melhor que a comida da sua mãe. Também já pensou na praticidade, que comida boa é essa que vem pronta, congelada que você só coloca no microondas e lambe os beiços de comer!

Calma, não fica com raiva de mim. Deixa eu te contar meus podres.

Quando eu morava nos Estados Unidos e não tinha muito dinheiro, comia muito fast food (sim, Subway também é fast food), comida enlatada, comida congelada e achava que estava tudo certo. Minha pele arrebentada, meu corpo deformado e eu achando que estava tudo certo… Geralmente minhas refeições consistiam de qualquer coisa que fosse rápida, que eu pudesse de preferência engolir enquanto fazia outra coisa… muitas vezes no carro, ou em frente à TV, sem nem sentir o gosto das coisas.

E isso não foi só quando morava lá nas “gringa” não … antes de ir pra lá eu comia pratão de lasanha com arroz, sempre tinha algo frito no prato, sempre tinha coisa com queijo ou com creme de leite. Não é a toa que hoje eu tenho essa alergia. Gastei tudo o que podia consumir nos primeiros 28 anos de vida!

Hoje eu levanto as mãos pros céus, porque moro no Brasil onde fruta e verdura é barato. Onde não tem um fast food em cada esquina, com promoções mirabolantes, propagandas em todo o lugar.

Li um negócio hoje que me deu até arrepios. Olha só:

“Um nugget….é feito com 38 componentes diferentes!!!! Traz coisas como lecitina, ácido cítrico, maisena modificada, dextrose, fosfato de alumínio.. O mais assustador é um tal de butil-hidroquinona terciária, ou TBHQ, um antioxidante derivado do petróleo que é borrifado sobre o nugget para ajudar a preservar seu frescor. Frescor, como assim?

Quem disse isso foi a Luciana Fróes, que tem um blog no site do Jornal O Globo. Tá aqui o link. Você já deve ter comido nuggets na sua vida. Lembra como é? Gostoso, né? Mas será que vale a pena botar isso pra dentro?? Petróleo??? Éca!

Eu sei que ninguém muda sua alimentação radicalmente do dia pra noite. Eu mesma não cheguei onde quero, tenho recaídas, vivo brincando de pega-pega comigo mesma. Mas eu já me sinto muito feliz de saber o que é que me faz mal. Bato palma pra mim mesma por não mais preferir essas comidas. Hoje gosto mais de um Tabouli Cajureba bem gostoso que um McChicken cheio de sucos artificiais. Antes um copão de suco verde que uma latinha de Coca-Cola.

A ideia desse post veio desse texto do nugget. Deu vontade de refletir um pouco sobre as preferências alimentares da nossa sociedade. Por isso, se vocês me permitem, vou recomentar algumas leituras e filmes interessantes para quem quer pensar um pouco sobre a indústria alimentícia e o que é comer bem, se alimentar de verdade:

Filme: Nação Fast Food

É de 2006 e tem um ótimo elenco e direção. Às vezes é meio nojento, mas mostra bem o que as pessoas não querem ver. Hambúrger com alta concentração de fezes? Uat? Yes, my friend. Vale a pena assistir.

 

 

 

Documentário: SuperSize Me

É um pouco mais antigo, de 2004, e muitos de vocês já devem ter visto. É o desafio que um cara se propôs, o Morgan Spurlock, de comer no McDonald’s três vezes ao dia, durante 30 dias. O resultado? Só vendo o filme!

 

 

 

Livro: SuperAlimentos, David Wolfe

Indicado pelo meu amigo Júlio, tem uma lista dos alimentos mais mega-super-power do universo! Alimentos que realmente curam e previnem doenças, com embasamento científico e receitinhas! Tem alguns deles que a gente não acha aqui no Brasil, mas outros que me parecem bem interessantes. Estou lendo agora. Assim que provar uma das receitas, eu trago aqui pro blog.

 

Livro: Vegetarianismo Sustentando a Vida, Maria Laura Garcia Parker

Eu sou mega fã dessa mulher! E esse livro mudou a minha forma de pensar muita coisa. Ganhei de presente da Ju e do Thobias uns anos atrás e até hoje leio e releio. A Laura é professora/mestra de Yoga, e escreveu esse livro que é basicamente um best-seller! Além de receitas super criativas, ela dedica mais da metade do livro a explicar a energia dos alimentos, o respeito pela dádiva da vida. Eu não sou vegetariana, mas já adotei muitas receitas dela e estou compreendendo cada dia mais o discurso que ela defende.

 

Se não vale mudar, vale ao menos refletir, né? Afinal, seu corpo é seu templo sagrado e você tem que cuidar bem dele! Finalizando, vou parafrasear o Eugenio Mussak, autor da coluna Pensando Bem, da Revista Vida Simples, “lugar sagrado é o próprio corpo, que merece cuidado; a mente, que precisa do conhecimento; a emoção, que precisa do belo”.

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6 thoughts on “Comer o que é bom

  1. Peraí… agora que eu parei pra pensar, ficou parecendo no texto que eu só comia no Subway… tudo bem, era o meu preferido, comia lá quase todo dia, mas também atacava: McDonalds, Burger King, Taco Bell, Quiznos, Chipotle, KFC, Long John Silvers e vai embora!!!

  2. e miguets tb comecei a pouco tempo a prestar atencao e aprender o q como e hj percebo qnd morava ai era 1l de oleo por semana, sal muito sal em tudo, acucar muita acuca em tudo hj eu ja como bem menos acuca e sal tb estou num processo de reeducacao alimentar comecei ha dois meses estou feliz com os resultados nao so fisico pq ja se foram 5kg e varios cms mas me sinto melhor muito melhor mais disposta e vejo q meu paladar mudou muito antes se eu tinha vontade de comer sorvete tinha q comer o POTE todo hj com um picole de fruta ja fico feliz e mesmo assim e raro q como coloquei uma app no meu iphone q se chama fitness pal entao tudo q eu como eu anoto la e isto me ajuda ah ‘keep on track’ nao comecei este processo so pra perder peso mas tb pra me reeducar mesmo afinal we are not getting any younger 😉

    bjs miga

    • Amiga, é brabo mesmo… até me embrulha o estômago lembrar… eu comia todo dia sopa Cambells enlatada guria… aquilo devia ter tanto conservante, tanto sal! Comia muita coisa congelada! Que bom que você tá conseguindo ver os resultados de reeducar a alimentação… é mesmo incrível o resultado. Eu andei me estressando, comendo pão branco, exagerando na medida e tô agora correndo atrás do prejuízo. Depois que a gente desintoxica, se retrocede um pouquinho isso faz um estrago enorme e pra voltar onde estava é muito difícil! Pra você ver o quanto de porcaria a gente coloca pra dentro sem perceber!

  3. Nossa…. que post assustador!! Eu como congelados… num sei cozinhar! mas diminui MUITO a frequencia dos fasts food na minha vida!! Nuggets? Eu hein… NEVER FOREVER!! Hehehe =P

    • Irma! Toma tento! Não compra irma! O Michael come as pizzas congeladas e eu já acho ruim. É só olhar os ingredientes… o problema é que os corantes e conservantes nessas coisas industrializadas acabam com o nosso metabolismo, com as defesas do nosso organismo, com a absorção de nutrientes. Então não adianta comer o yakissoba congelado da Sadia porque aquele brócolis tá só a capa da gaita! Faz mais mal que bem!

  4. Eh! Eu como mesmo, um pizzinha congelado de vez em quando e não mata ninguem!!! E estou mudando… tem que te lembrar que eu passei horas ontem lavando verduras e vegetais… e faz ums 10 minutos que eu coloquei a farinha de kibe em agau para fazer um Tabouli Cajureba para noix hj a noite!

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