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julho 31, 2018
Mayra Caju Warren

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Amamentar é resistir e persistir // Breastfeeding is resisting and persisting

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) está chegando, de 1º a 7 de agosto. Eu gosto bastante dessa data para pensar sobre meus próprios processos com a amamentação nesses três anos em que a tenho vivido. Antes de ter filhos, nunca pensei muito sobre essas coisas de quem tem filho, tipo amamentação. Eu quando fui bebê tomei leite de vaca com açúcar na mamadeira, um hábito que carreguei comigo até os meus 11 anos! Mas desde que engravidei pela primeira vez esse é um assunto que consome boa parte da minha vida.

De 2015 a 2018 já são três anos de amamentação quase ininterrupta.

Comecei a prestar atenção, a primeira vez mesmo, foi quando eu ainda estava grávida do Jonas, em 2015, e fui conhecer a Juliana Sell, excelente consultora de amamentação aqui de Floripa. Sentamos no escritório dela, eu e o Michael e ela foi falando sobre amamentação e tirando todas as dúvidas que a gente tinha. Eu na época nem perguntei muita coisa, achei que era um troço muito simples pra ficar fazendo consulta. Imaginava que tinha lá seus percalços, mas eu estava muito segura que ia dar tudo certo, até achei bobagem tantas vezes que as pessoas perguntavam se eu estava preparada.

nasceu o Jonas e o primeiro cuspe pra cima me caiu na cara quando eu fui ficando nervosa que o menino não tava mamando direito, as enfermeiras da maternidade me atentando falando que eu não tinha leite, falando que eu precisava segurar o menino assim ou assado! Chamei, desesperada, a Juliana e ela veio, massageou meus seios e o colostro pingava que era uma beleza. Ela explicou pra mim, pro Michael e para a minha mãe o que estava acontecendo, sobre a pega, sobre como deitar o bebê, um monte de coisas. E beleza, a gente acreditou que ia conseguir e tudo certo.

Mas aí a gente vai pra casa com o bebê. E começam as noites sem dormir, a estranheza de como pode o bebê querer sugar o tempo inteiro? A gente lê que é assim porque ele se alimentava o tempo inteiro pelo cordão umbilical, porque é o momento de conexão com a mãe, a saudade do útero, etc., mas o que a gente quer mesmo é dormir. E começam os palpites… “dá uma mamadeira antes de deitar pra dormir”, “a fórmula enche barriga e o leite materno não”, “vai acostumar mal essa criança no colo e no peito o tempo todo”. Por mais amorosa que seja a pessoa, por mais que queira te apoiar, sempre tem um comentário que te bota pra baixo, que te faz duvidar do que você está fazendo. E você, mãe de primeira viagem, não sabe o que está fazendo, obviamente!

Aí você procura bons conselhos, eu fui ler, fui buscar informação, achar uma pediatra que apoiasse a amamentação. Foi a minha vez de resistir e confiar no meu plano, de fazer do meu jeito, e seguir, apesar do cansaço, das dores, das dificuldades.

E veio minha rede de apoio, minha mãe incansável, minhas amigas que já tinham passado ou estavam passando por isso. O Michael, compreensivo, me dando meu espaço para fazer do meu jeito. Veio a Bel, que foi minha doula pós-parto, a Marina, a Lê, a Dani, tantas pessoas, o grupo dos 1000Dinhos, as amigas que ainda não eram mães e que só queriam estar comigo. E assim eu fui insistindo, persistindo, e aprendendo a amamentar.

Com o tempo, o amamentar virou amar, passei a gostar muito de estar com o meu bebê ali, alimentando-o, vendo mês a mês que ele engordava, crescia, se desenvolvia, mesmo só se alimentando com o meu leite. Outros desafios vieram. O Jonas parecia não gostar de uma das minhas mamas, e o leite desse lado ia ficando ali e acabava endurecendo a mama e eu sentindo dor. Isso foi acontecendo de vez em quando, e eu massageava, fazia ele mamar e passava. Quando ele fez seis meses que começou a comer sólidos, eu voltei ao trabalho e veio a primeira mastite. Muita dor, muita, muita dor. Mas passou. Mamilos machucados, mais dor. Passou. Um ano inteiro de noites sem dormir, e na noite do primeiro aniversário dele, ele deixou de acordar de madrugada para mamar.

E a amamentação invadiu outros aspectos da minha vida. No trabalho, botei pilha para a UFSC ter uma campanha institucional pela SMAM. Ficou lindo! Veio um mega evento sobre amamentação e eu fui apresentar nosso trabalho de comunicação, e ainda consegui entrevistar o pediatra-guru Carlos Gonzalez. Nisso eu já estava grávida do Dylan e ainda amamentando o Jonas.

Dylan

Eis que a tal da segunda gravidez, junto com a amamentação começou a ficar ruim pra mim. Comecei a sentir dor, e veio um negócio que só depois descobri que tinha até nome: perturbação na amamentação. Comum com grávidas que amamentam, eu ficava nervosa quando ele vinha mamar. Uma ansiedade, uma certa raiva até… sei que tava ruim e não dava mais, e por fim resolvi que iria desmamar o Jonas completamente. No total foram 18 meses que ele e eu tivemos esse elo, e quando acabou, não teve muita crise. Ele estava pronto, e eu também. Tive três meses de pausa na amamentação até que o Dylan nasceu e começamos tudo outra vez.

Agora faz pouco mais de um ano que o Dylan mama. Tive várias tentativas de desmame noturno com ele e todas falharam, por vários motivos. Até que ele fez um aninho e eu resolvi de vez que era preciso. Em pouco tempo ele começou a dormir a noite toda e parou de acordar toda hora para mamar. Mas foi um ano inteiro de dificuldades e muito, muito cansaço. Porque ser mãe de dois significa que as noites sem dormir são bem piores.

Eu sei que quando ficar ruim para mim, ou para ele, vamos desmamar e seguir nosso caminho de outra maneira. É o processo. E eu não planejo ter mais filhos, então é bem capaz que quando o Dylan desmamar eu não irei mais amamentar nesta vida. Mas uma coisa é certa, vou sempre ser a mãe que amamentou seus dois filhos. Vou sempre me lembrar desses anos que passei com essa realidade. Porque amamentar é o tempo todo, mesmo quando o bebê não está por perto. A gente tem que ficar sempre se apalpando, desfazendo algum leite empedrado, se alimentando direito, se hidratando, verificando alguma dor esquisita, percebendo se a produção está normal, dando dicas para as amigas grávidas e as puérperas… a lista não acaba.

O que sinto quanto penso na Semana Mundial do Aleitamento Materno, e vejo posts e cartazes por aí repetindo a frase “Amamentar é um ato de Amor” ou simplesmente juntando o trocadilho “Amamentar” e “Amar”… eu vejo isso e penso que não… não é um mero ato de amor. É um ato de persistência, de resistência, insistência, teimosia… muito mais que só amor.

Quem não amamenta também ama seus filhos. Não amamenta, geralmente porque não pode. Logo, não é justo dizer que amamentar é amar. Mas meu foco neste texto não é quem não amamenta. É quem o faz. E é muito justo dizer que quem amamenta seus filhos está resistindo às pressões, está persistindo apesar das dores e dificuldades, está insistindo em fazer algo que não tem o suporte social que deveria.

As mães, as famílias, o fazem porque teimam mesmo, insistem mesmo. A indústria tem um poder muito forte, a voz social diz: “amamentar é um ato de amor, mas olha como a fórmula é maravilhosa, ninguém morreu porque tomou fórmula”.

Amamentar é uma das coisas mais difíceis que já fiz, e continuo fazendo porque insisto, resisto, persisto. E além disso tudo, amo. Amo loucamente.

 

Se você tem um bebê novinho e está tendo dificuldades para amamentar, não hesite. Contate hoje mesmo uma consultora em amamentação. Nem sempre os profissionais de saúde (obstetra, pediatra) conseguem ajudar. Procure alguém especializado, hoje, agora mesmo.

 

Links úteis:

Não consegue amamentar? Saiba onde conseguir ajuda

http://www.amamentareh.com.br/apoio-a-amamentacao/

 

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World Breastfeeding Week (WABA) is coming up, August 1-7. I really like that date to think about my own breastfeeding processes in the three years I’ve been living it. Before I had children, I never thought much about those things that happen once you’re a parent, like breastfeeding. I was a bottle-fed baby, a habit which I carried until about 11 years old. But since I got pregnant for the first time this is a subject that consumes a good part of my life.

From 2015 to 2018 there are already been three years of almost uninterrupted breastfeeding.

I began to pay attention, the very first time, was when I was still pregnant with Jonas in 2015, and I went to meet Juliana Sell, an excellent breastfeeding consultant here in Floripa. We sat in her office, Michael and I, listening to her talk about breastfeeding and try to solve any doubts we had. I did not have a lot of questions at the time, I thought it was a very simple thing, the whole breastfeeding conundrum. I figured I’d have difficulties here and there, but I was pretty sure it was going to be alright, I even found it silly everytime I got asked whether I was ready to breastfeed. I though I was beyond ready! Silly me.

When Jonas was born, my terror. I had no idea if he was getting any milk. Was he not suckling properly? Who knew? The nurses at the maternity hospital kept telling me that I did not have milk, saying that I needed to hold the boy like this or that! Conflicting advice all the time! My mom was clueless and I had to call Juliana to the rescue! She came, massaged my breasts and the colostrum dripped like a beauty. She explained to me, to Michael and to my mother what was happening, about how to handle everything, how to lay the baby down after feeding, a lot of things. And finally, we believed that it was going to be okay.

But then we go home with the baby. And the sleepless nights began, the strangeness of how the baby just wanted to suck all the time!!!! ALL THE TIME!!! Was he hungry? Was he just being cruel to me!?!?!

We read that it is because he was fed all the time by the umbilical cord, because it is the moment of connection with the mother, the longing of the uterus, etc., but what we really want is for him to fill that tummy and go to sleep! And the tiredness brings about the guessing … and more conflicting advice: “give him a bottle before bedtime,” “the formula fills the belly and the mother’s milk does not,” “you will accustom this child badly by holding him and giving him the boob all the time.” As loving as a person may be, however well intentioned, there is always a comment that puts you down, that makes you doubt what you are doing. And I saw myself as a first-time mom, do not know what you’re doing, obviously!

Then, I sought good advice, read, got information, found a pediatrician who supports breastfeeding. It was my turn to resist and trust in my plan, to do it my way, and to continue, despite the fatigue, the pain, the difficulties.

And the support network came, my untiring mother and mother-in-law, my friends who had passed or were going through the same moment. Michael, understanding, giving me my space to do it my way. And so I was insisting, persisting, and learning how to breastfeed.

Over time, breastfeeding turned to love, I became very fond of being with my baby there, feeding him, seeing month by month that he gained weight, grew, developed, just feeding from my milk. Other challenges came. Jonas did not seem to like to nurse out of one of my boobs, and that caused pain, a fever, an infection. My first mastitis. Too much pain, too much, too much pain. But it passed. Damaged nipples, more pain. Passed. An entire year of sleepless nights, and on the night of Jonas’ first birthday, he stopped waking up all night to nurse.

And breastfeeding has invaded other aspects of my life. At work, I was part of an institutional campaign fot World Breastfeeding Week. It was beautiful! There was a mega event on breastfeeding and I went to present our communication work, and I was able to interview the pediatrician-guru Carlos Gonzalez. When that happened, I was already pregnant with Dylan and still nursing Jonas.

Behold, this second pregnancy, along with breastfeeding, started to be a problem for me. I began to feel pain, anxiety … I know it was bad and I had to wean Jonas completely. In total it was 18 months that he and I had this link, and when it was over, it was okay. He was ready, and so was I. I had three months off from breastfeeding when Dylan was born and we started all over again.

Now it’s been a little over a year since I became Dylan’s mom. I had several attempts at nocturnal weaning with him and they all failed, for several reasons. Now, he’s one, and it seems he’s finally ready to wean nighttime feedings. It has been a whole year of difficulties and I am very, very tired. Because being a mother of two means that sleepless nights are much worse.

I know when it is time to stop, whenever it is no longer good for both of us, we will wean and go another way. It’s the process. And I do not plan on having more kids, so when Dylan is weaned, my story of breastfeeding will be over. But forever I will be the mother who breastfed her two children. I will always remember those years that I went through with this reality. Because breastfeeding is all the time, even when the baby is not around. We always have to keep taking care of ourselves, making sure there are no lumps, feeding right, moisturizing, checking the milk production, giving tips to pregnant friends and women who have recently given birth … the list does not end.

What I feel about the World Breastfeeding Week, specially when I see posters repeating that slogan “Breastfeeding is an act of Love”, I feel like saying a resounding NO! You see, breastfeeding is not merely an act of love. It is an act of persistence, resistance, insistence, stubbornness … much more than just love.

Those who do not breastfeed also love their children. Sometimes, they don’t have the choice to breastfeed, and that is fine! It is love, too!

But more people who can, should breastfeed. It is free and it is so good for babies!

A lot of people who don’t breastfeed do it because of myths, because of a lack of information, of proper direction from professionals. That is a total bummer!

Breastfeeding is resisting the pressures, is persisting despite the pain and difficulties, is insisting on doing something that does not have the social support it should. Mothers, families, do it because they really insist, they push on. The industry that produce formula is powerful, it is rich, it has great advertising! But we must be better.

Breastfeeding is one of the hardest things I’ve ever done, and I keep doing it because I insist, I resist, I persevere. And besides, I love it. I love it madly.

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outubro 28, 2017
Mayra Caju Warren

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Torta de Maçã // Apple Pie

Esta receita marca uma grande vitória para mim. Nunca havia me aventurado fazer uma torta dessas bem tradicionais, como a torta de maçã. Mas, né, desde que virei mãe e que meu filho mais velho começou a comer açúcar, resolvi que eu tinha que pelo menos tentar fazer os bolos e as tortas para ele comer, ao invés de comprar pronto por aí.

Foi no início do mês que se apresentou o desafio. A escola do meu filho, que segue a linha da pedagogia Waldorf (um dia escrevo sobre minhas aventuras de mãe-waldorf), organiza todo ano uma Festa da Primavera, e no convite indicaram a contribuição para a mesa coletiva – uma torta de frutas. Lá fui pesquisar e decidi que as receitas de torta de maçã pareciam simples. Encarei.

Quase tive um troço de tanto que me confundi com as receitas. Mas essa primeira torta ficou linda e deliciosa, desapareceu da mesa, e vieram tantos elogios… a confeiteira dentro de mim ficou muito orgulhosa! Resolvi fazer de novo… e publicar minha versão dessa receita tão tradicional! Espero que gostem!

Torta de Maçã

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Ingredientes:

Massa

(quantidade para fazer do jeito que eu fiz, com esse cruzadinho em cima)
2 xícaras de farinha de trigo (usei a branca, mas deve dar certo com a integral também)
1 colher de chá de sal
2/3 de xícara de manteiga ou ghee refrigerado (consistência firme)
4 a 6 colheres de sopa de água gelada

Recheio

1/2 xícara de açúcar branco (cristal ou demerara são mais saudáveis)
1/2 xícara de açúcar mascavo
1/4 xícara de farinha de trigo (branca foi a que eu usei, não sei como seria com integral)
1 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de gengibre em pó
1/4 colher de chá de noz moscada
1 pitada de sal
6 maçãs médicas descascadas, cortadas fininhas em formato meia-lua

Finalização

1 colher de sopa de manteiga ou ghee refrigerado (consistência firme)
2 colheres de chá de água fria
1 colher de sopa de açúcar mascavo

Como fazer:

A massa é a parte mais complicada, na minha opinião. Então, se você, como eu não tem experiência, procure uns vídeos sobre como fazer “massa podre” ou “massa de torta doce”. Vou passar a minha experiência. Tive que jogar fora uma massa porque deu errado! Então, vou tentar explicar direitinho…

Massa

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A “farofinha” quase pronta

Pré-aqueça o forno em fogo médio-alto. Junte em uma vasilha a farinha e o sal. Acrescente aos poucos a manteiga. Como ela vai estar sólida, e é bom que fique mais durinha, evite botar a mão. Amasse a manteiga misturando à farinha com dois garfos, quebrando as bolinhas de manteiga, até que fica uma farofinha de manteiga… meio amarelada, mas ainda com pedaços de manteiga. Vá adicionando devagar a água gelada e misturando até que a massa fique mais uniforme. Quando estiver descolando da vasilha, pegue com a mão e faça duas bolinhas. Tudo bem se ainda estiver grudando na mão. Prepare um espaço limpo com um pouco de farinha e comece a abrir a massa, primeiro uma bolinha, depois a outra. Cuidado para que as extremidades não fiquem muito finas, pode quebrar na hora de assar.

 

 

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Pronta para abrir

{dica} Tem um jeito de fazer com que a massa fique mais lasqueadinha, o que dá uma crocância e leveza — antes de abrir a massa, coloque-a na geladeira, embaladinha com filme de PVC, por uns 40 minutos. 

 

Abra a massa com o rolo de macarrão, tudo bem se grudar, vai abrindo e não deixe ficar muito fina. Coloque a massa na vasilha que vai assar (legal que seja uma dessas de vidro, especial para tortas), espalhe bem a massa, até em cima na extremidade da vasilha, lembrando de não deixar buracos nem lugares onde a massa está fina demais. Se precisar, faz uns remendos e aperte com o dedo para preencher bem toda a vasilha com a massa. Para fazer a parte de cima, basta abrir a segunda bolinha de massa e cortar em tirinhas.

Recheio

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Maçãs temperadas com bolinhas de ghee, prontas para cobrir com as tirinhas de massa

Primeiro descasque e corte as maçãs, jogando fora os miolos e partes machucadas. Corte em pedaços pequenos e fininhos, para ela cozinhar bem. Acrescente o suco de meio limão siciliano e reserve. Noutra vasilha junte o açúcar mascavo e branco, o trigo, o sal, e as especiarias. Jogue as maçãs com suco de limão nessa mistura seca, e vá mexendo com as mãos de forma que as maçãs fiquem cobertas com esse açúcar temperado. Vai ter um caldinho também… tudo isso a gente usa.

Coloque as maçãs e o caldinho que sobrar na vasilha com a massa, espalhe bem. Agora é hora de finalizar! Pegue a manteiga ou o ghee geladinho e espalhe umas bolinhas de manteiga por cima das maçãs. Vá pegando as tirinhas de massa que você cortou e colocando sobre toda a torta com cuidado para não quebrar. Se quebrar, não faz mal, pode remendar uma pontinha com outra pontinha de massa, dando uma apertadinha.

Depois de colocada a massa em tiras, o efeito quadriculado está pronto. Agora é só pincelar um pouco de água sobre o topo da torta e salpicar açúcar mascavo!

Cubra com um papel alumínio e leve ao forno a uns 180 graus, por 40 a 50 minutos. Tire o alumínio e asse por mais uns 15 minutos ou até você ver que a massa deu uma dourada boa, e as maçãs estão borbulhando. Se tiver a opção de grill no seu forno, faz mais uns minutinhos de grill até ela ficar bem dourada.

É uma sobremesa um pouco gorda, pela quantidade de manteiga. Eu uso o ghee porque sempre tenho em casa, eu mesma preparo… e o ghee é mais saudável, menos processado, ainda mais se você consegue uma manteiga orgânica para fazer o seu ghee. Mas as maçãs com essas especiarias, eu acho fantástico! Sem contar que faz o maior sucesso!

Espero que gostem!!! 🤗

Fontes e inspirações

Eu já havia feito uma receita de apple pie com a avó de um ex-namorado, e ela seguiu o livro de receitas tradicional nos Estados Unidos, o Betty Crocker Cookbook. Eu tenho esse livro e a receita que eu segui é bem parecida, só acrescentei especiarias. A receita neste site foi a que mais me inspirou, e a receita e passo a passo da massa eu peguei neste site.

julho 6, 2017
Mayra Caju Warren

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Relato de Parto: Mayra + Michael = Dylan (e Jonas)

Eis que nasceu meu segundo filho! Dylan chegou ao mundo no sábado, dia 3 de junho, às 8h59, de parto cesáreo após 12h de trabalho de parto intenso. Este é um relato de parto, ferramenta de desabafo e memória para a mãe, e de descobertas para amigos, familiares e outras famílias que possam se interessar. Também é uma história de uma vida que começa, para que um dia, no futuro, ele conheça seu primeiro capítulo. 

*** Scroll down for the English Version ***

Me falaram que a segunda gravidez era muito diferente da primeira. Me disseram que eu não teria tempo para “curtir” a barriga, nem ficar imaginando como seria o parto, a carinha do bebê, etc. Eu confesso que não tive tempo mesmo, para muita coisa, mas tentei “fabricar” tempo para sim, imaginar meu filho nascendo, crescendo, seu rosto, seu sorriso. Achei importante esse exercício, essa conexão. Mas realmente, com um filho pequeno precisando de minha atenção o tempo todo, não tive muito como ficar viajando…

Quando assustei estava na 34a. semana, e só aí fui fazer fotos (gratidão, Sabrina e Pipo, pelo ensaio mais lindo da minha vida!). Minha mãe chegou para ficar alguns dias e já resolveu ficar de vez, até depois do Dylan nascer. Parecia loucura da parte dela, já que não tinha como saber quando o bebê ia nascer, mas a verdade é que não sei o que faria sem ela aqui durante todo esse tempo. Eu já estava com a barriga imensa, e com bastante dificuldades pra fazer as pequenas tarefas do dia-a-dia.

Pisquei e já eram 37 semanas, e durante uma consulta nosso obstetra soube que o Dylan estava “sentado”, posição que dificulta um pouco o seu nascimento. Aí não sei de onde veio um foco, uma força e eu busquei o que poderia fazer para ajudá-lo a virar. Nossa querida amiga, Leticia Colossi, acompanhou a gravidez desde o início e deu umas dicas para ajudar o bebê a virar. Exercícios, moxabustão, homeopatia. Fiz de tudo, e deu certo! Em dois dias ele virou, fiz a ultrassom e confirmamos que ele estava em posição ideal para nascer.

Não passou muito tempo e na 38a. semana começaram as contrações. Acordei de madrugada no dia 29 de maio sentindo contrações bem fortes e já me perguntando se havia chegado a hora! Acordei o Michael depois de duas horas sentindo tudo aquilo, mas foi alarme falso. Naquela noite dormi pouco, mas realmente as contrações passaram.

Contei para a Leticia e o Michael contou para o pessoal do Âncora Sandubar, para que não o esperassem no trabalho nos próximos dias. Chamamos até a Mariah de volta das férias dela com um dia de antecedência (eheheh, desculpa, Mariah!). Nos dias que se seguiram eu não consegui mais trabalhar, e pedi ao meu obstetra que me desse o pedido da licença-maternidade no dia 1o. de junho, porque eu já não conseguia ficar sentada muito tempo para trabalhar em frente ao computador e para mim a hora já estava próxima.

2 de junho, sexta-feira

Passei o dia todo de molho…

Nesse dia completava as 39 semanas de gestação. Era para eu ir até o Hospital Universitário já pela manhã fazer a perícia para a licença-maternidade, mas desisti. Estava sentindo contrações e queria ficar quieta na minha banheira e dormir. Liguei lá e marquei para a segunda-feira, dia 5. Brinquei com o Michael e minha mãe que o Dylan bem que podia nascer no fim de semana, aí eu já ia com ele fazer a perícia no HU! Cuidado com o que a gente manda pro universo, né? Foi assim mesmo que aconteceu.

Dormi a manhã toda, fiquei lagarteando pela casa o dia inteiro, encostada, sonolenta. Era mais forte que eu! Fui descobrir o porquê por volta das 19h quando as contrações começaram a ficar mais doídas, mais espaçadas. Não estava mais confortável em qualquer posição.

O Jonas foi dormir e eu fui para a banheira e ali, pela primeira vez, comecei a contar as contrações. Coloquei minha playlist do parto para tocar e relaxei. O tempo passou rápido, de repente já estava ali na água há mais de uma hora e nada das contrações passarem. Pelo contrário, sentia mais fortes, mais próximas. 9 em 9 minutos, 7 em 7 minutos, depois 5 em 5 minutos… o Michael achando que a gente devia chamar a Leticia para ela me examinar. Resolvi mandar uma mensagem para ela e logo ela chegou.

Fomos conversando, ela foi fazendo o que ela faz, as mágicas dela, foi contando as contrações para mim, falando com aquela voz suave dela que podia bem ser este o dia que o Dylan escolheu chegar. Quando finalmente eu disse que sim, estava acontecendo, e ela disse também, aí acho que senti de verdade. E as ondas vinham, de dentro de mim para fora… “vai começar, vai começar”, eu falava antes da contração chegar. Aí ela chegava e eu fechava os olhos e sentia, e nessa hora fazia um esforço maior que o mundo para lembrar de relaxar a pelve, lembrar de me abrir, de respirar profundamente. E a Leticia falando “respira, aceita, deixa ele nascer”. E assim se passaram horas e horas. E eu vi o tampão sair na água da banheira. E tirei a água e senti que ainda escorria água de mim, a bolsa havia estourado.

Fomos ficando ali, conversando sobre aquele momento. A Leticia me conduziu meio que numa meditação para permitir que aquele momento acontecesse. Nessa hora a playlist tocou uma música que já me marcou demais… Round Here, do Counting Crows. E eu me arrepiei, e chorei, e falei pro Dylan que estava pronta, que ele podia nascer!

I walk in the air between the rain,
Through myself and back again.
Where? I don’t know

Era uma noite de lua crescente. A lua cheia estava marcada para a outra sexta-feira, dia da minha Data Provável do Parto (DPP), 9 de junho. O céu estava bem aberto, bem estrelado. Saímos para caminhar na rua, eu e Leticia. Quando voltamos para casa, fomos juntar as coisas da maternidade, e eu passei mal, vomitei. A Leticia me examinou, fez o toque, tirou a pressão. Estava mais alta que o meu normal, e ela sentiu que o meu colo estava numa posição desfavorável, que eu precisava me mexer para ajudar a se alinhar e favorecer o nascimento do bebê (aqui um disclaimer… eu não sou profissional dessa área e não estava nas minhas faculdades mentais normais, então não lembro direito o nome do negócio que tava acontecendo com o meu colo. Mas tava tudo sendo acompanhado bonitinho pela Leticia e depois pelo Pablo na maternidade, ok?). Resolvemos todos que estava na hora de ir para a maternidade. Me despedi da minha mãe, que ficou com o Jonas, e fomos!

… Aqui preciso abrir um parênteses para contar de uma coisa que acontecia nos bastidores, sem que eu soubesse: minha mãe e o Michael estavam passando muito mal. Todos nós havíamos jantado uma canja de galinha que o Michael fez com todo o carinho, e tanto ela como ele estavam passando muito mal. Mas ninguém me contou. Só soube depois. E eu não tive sintoma nenhum porque vomitei tudo! O Michael aguentou até o fim, só foi se entregar mesmo depois que o Dylan nasceu …

3 de junho, sábado

Era 1 da manhã quando chegamos na maternidade.

Round here we always stand up straight
Round here something radiates

Pablo ali do lado direito…

Do caminho liguei para o Pablo Queiroz, nosso obstetra. Eu tenho um carinho especial pelo Pablo. Ele é carinhoso, gentil, atencioso. Ele é meu ginecologista há uns cinco anos, sempre me senti muito à vontade com ele. Confiança total. A equipe agora estava formada, e eu me entregando cada vez mais ao momento.

Round here we’re carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lambs

Bem, voltando ao parto… o momento da chegada à maternidade eu nem vi, fui concentrada nas contrações, para longe da recepção. Feito tudo, fomos para o quarto, o Pablo me examinou. A pressão havia se normalizado mas ele constatou a mesma coisa que a Leticia, a história do colo. A orientação era rebolar na bola de pilates, me movimentar, posições de quatro apoios, e lá fui eu, obedeci direitinho! Nisso a homeopatia da Leticia também já rolando há horas, ajudando todo o processo. Fiquei muuuuuuuuito tempo na bola e no chuveiro. A água foi minha amiga no trabalho de parto. Senti um alívio enorme em ficar ali. Muitas vezes até cochilei, falei sozinha umas coisas sem sentido, dei uma delirada ali no chuveiro…

Foram mais sete horas de contrações no quarto da maternidade. Eu andei de um lado pro outro, quase sequei a caixa d’água da maternidade de tanto que fiquei no chuveiro (horas e horas). Mas com tudo isso a dilatação do meu colo não passou dos três centímetros. Após o esforço de alinhar o colo, mesmo assim não houve mais dilatação. E as contrações eram muito intensas, no final das sete horas eu sentia como se não houvesse intervalo entre elas, vinha uma atrás da outra e as sensações eram muito dolorosas, difícil mesmo lembrar de respirar e relaxar a pelve. Quando eu conseguia mesmo respirar, não sentia dor alguma! Gente, é verdade! Parecia que não tinha dor, era pressão, era a onda chegando e partindo, mas não tinha dor. O duro era conseguir respirar profunda e calmamente nessa hora…

I can’t see nothing, nothing
Round here
Catch me if I’m falling
Catch me if I’m falling
Catch me cause I’m falling down on you

Nos re-conhecendo…

Na última vez que fizemos o toque, constatamos que o Dylan estava mal-posicionado para nascer. A cabeça dele estava de lado, uma posição que não tem como ajudar o colo a dilatar e que ele não iria conseguir passar. Mesmo assim, havia uma possibilidade de desencaixar se a gente fizesse umas manobras e rebozo. Vou falar pra vocês que doeu bastante, eu não sabia se ia aguentar. As contrações estavam tão intensas e eu tão cansada. Mas dei a energia que eu tinha para fazer isso dar certo, porque sabia que se não desse, iríamos para a cesárea. Tentamos as manobras duas vezes, eu até dancei! Nessa hora até já estava ouvindo músicas de Bob Dylan pra ver se chamava o menino!

Duas vezes tentamos. O Dylan se desencaixava com a manobra e encaixava de volta do mesmo jeitinho torto. Do jeito dele ele me dizia que era para ser torto mesmo, pela via de parto que eu já conhecia e que havia de certa forma me machucado da outra vez. Era para ser uma ressignificação dessa via de parto, para que eu finalmente aprendesse que é para isso que serve a cirugia cesárea: para que nasçam os bebês que não nasceriam de parto normal.

Michael cortando o cordão umbilical.

Eu senti as lágrimas do Michael caírem sobre mim quando decidimos pela cesárea e ele me abraçou. Nos confortamos, mas eu não senti tristeza por ir para a cesárea: desta vez eu estava pronta. Eu tive o meu trabalho de parto, eu tive as contrações. Se o Dylan estivesse em posição favorável, teria nascido bem rápido! Isso não sou eu que tô falando, é o que o meu médico e minha enfermeira obstétrica/parteira/amiga me falou! Então, gente, eu fui foda! Meu corpo é foda! Bebês lindos nascem de mim, e meu corpo sabe parir!

O Dylan nasceu às 8:59 da manhã. A equipe na sala de cirurgia foi muito querida! Contamos piada, demos risada, numa leveza que não existiu quando o Jonas nasceu. Eu estava tão contente que ia conhecer meu filho, que ali estavam pessoas que estavam sensíveis à nossa história. Até clientes do Âncora tinham ali!

Eu o vi nascer…

Eu vi o Dylan sair da minha barriga, a carinha dele de assustado! O Michael cortou o cordão umbilical e acompanhou o Dylan com a pediatra. Vestiu ele, trouxe ele para mim. Ele se deitou sobre mim e eu pedi para deixar ele mamar. A Leticia ajeitou e ele mamou muito, ali mesmo na sala de cirurgia. E depois dormiu. E começou nossa caminhada.

A Leticia tirou todas as fotos no centro cirúrgico e não tiramos nenhuma no trabalho de parto. Agora aqui aparece a mão dela ajeitando meu seio pro Dylan mamar!

E por isso tudo, eu agradeço. Emocionada agora, eu agradeço muito por essa oportunidade de sentir o que se deve sentir, de testemunhar o que acontece quando a gente respeita o processo do nascer, de ter nos braços uma criança saudável. Sou grata ao meu marido, que estava passando mal, sem saber se deitava ou se tentava oferecer ajuda, e que segurou tudo para só depois desabar. Sou grata à minha mãe por cuidar do meu tesourinho, o Jonas, o irmão mais amoroso que eu poderia desejar para o Dylan! Sou grata à rede de apoio que nos ajudou tanto nesses primeiros dias: a Bete que deu seu fim de semana para ajudar minha mãe com o Jonas no sábado e o Michael no domingo enquanto todos nos recuperávamos. Sou grata à Janayna, minha irma, que pegou o primeiro avião que podia para vir estar conosco e oferecer ajuda, perdendo noites de sono. À Pam, mãe do Michael, que está conosco agora durante uma nova etapa, depois do primeiro mês do Dylan, nos ajudando no período de férias escolares do Jonas. E a todos e todas que enviaram mensagens, que visitaram, trouxeram carinho pra gente!

Por fim, um agradecimento especial ao Pablo, pelo trabalho competente e amoroso que faz! E minha gratidão eterna à Leticia, incansável, que não largou a minha mão um minuto, que me segurou pra eu não cair tantas e tantas vezes, que me lembrava de respirar, que me ensinou tudo sobre essa entrega maravilhosa. Sou grata demais, Le! Pra sempre, sou grata!

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novembro 28, 2016
Mayra Caju Warren

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O uso de óleos essenciais no combate à dermatite e psoríase

Foto do tratamento com óleos essenciais.

Foto do tratamento com óleos essenciais.

Olá, amigos!

Hoje recebi, por e-mail, o jornal em PDF da Laszlo, empresa que produz óleos essenciais, que eu inclusive utilizo no meu dia-a-dia. A propósito, não ganhei nada da empresa para escrever este post, ok? Que fique bem claro, só quero compartilhar com vocês este texto, que acho importantíssimo para quem, como eu, busca alternativas não medicamentosas para o combate à dermatite atópica e psoríase!

O texto do jornal é bem científico, então busquei dar uma simplificada. Se quiser ter acesso ao texto original, confere aqui.

Basicamente, o paciente em questão é empresário, tem vida corrida, estressante. Também tem o hábito de tomar banhos quentes, pois vive em uma região com quedas de temperatura. Importante lembrar que a psoríase é uma doença sistêmica inflamatória crônica, não contagiosa, que afeta a pele, as unhas e ocasionalmente as articulações e costuma ter apresentação clínica variável. Acomete cerca de 1 a 3% da população mundial, e só no Brasil soma cerca de 5 milhões de pessoas. Essa doença pode surgir em qualquer idade, mas parece haver picos até os 20 anos e após os 50 anos. A distribuição entre os sexos é semelhante.

Não há uma cura para esta patologia, mas sim tratamentos – com uso tópico de pomadas e fármacos via oral – para uma cura clínica, relacionada à remissão dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. É frequente o uso tópico de corticoides para alívio dos sintomas a curto prazo, reduzindo a inflamação, porém isso pode provocar efeito rebote com agravamento posterior dos sintomas, além dos efeitos colaterais provocados pelo uso oral dos medicamentos. É necessária a pesquisa de alternativas para o tratamento da psoríase que não provoquem efeito rebote nem efeitos colaterais.

O tratamento utilizado foi com duas formulações com óleos voláteis de katafray (Cedrelopsis grevei) e de tea tree quimiotopo terpin-4-ol (Melaleuca alternifolia) em caso de psoríase, ambos diluídos em óleo vegetal de linhaça. O tratamento foi realizado durante 30 dias, com aplicação tópica três vezes ao dia na área acometida com uma fina camada. Foram disponibilizados dois frascos ao voluntário. No frasco A havia 5% de óleo essencial de katafray e no frasco B 5% de tea tree QT terpin-4-ol. A formulação A foi aplicada apenas na perna esquerda e a B apenas na perna direita.

O resultado foi uma diminuição considerável dos sintomas, desde a coceira até as lesões em si. O paciente relatou que nunca havia tido um resultado tão bom em tão pouco tempo com os tratamentos convencionais.

Bacana, né? Fica a dica, pessoal, de utilizar esses óleos, com a proporção/diluição adequada, no tratamento das lesões de psoríase e dermatite atópica!

 

março 24, 2016
Mayra Caju Warren

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Aromaterapia de Sobrevivência

Hoje quero contar que recentemente montei a minha “farmacinha” de óleos essenciais em casa e estou muito orgulhosa desse meu feito!

Pesquisei os principais óleos essenciais para tratar de uma série de probleminhas e comprei pela internet os óleos, porque tenho um bebê em casa e bater perna de farmácia em farmácia simplesmente não rola mais pra mim!

Vou passar para vocês aqui as dicas dos meus “achados”!

Recomendo que você também experimente montar sua própria coleção de óleos essenciais de qualidade, para se cuidar e cuidar da sua família!

Também recomendo tomar cuidado, bebês são sensíveis. Procure diluir bastante os óleos em um outro tipo de óleo como amêndoa doce, uva ou rosa mosqueta. E use difusores e aromatizadores para ficar mais suave ainda!

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Lavanda ou Lavandin

Obrigatório! A Lavanda é perfeita para acalmar uma noite de sono, ajudar a baixar uma febre, ameniza a ansiedade e o stress. Lavandin é mais suave que a Lavanda. Em casa eu uso em massagens, no banho do bebê, uma gotinha na caminha dele, e no difusor também!

Tea Tree ou Melaleuca

Também é obrigatório! Ajuda a matar germes, então é super útil contra infecções, cortes, resfriados, e até na hora de lavar as roupinhas do bebê.

Alecrim

Contra-indicado para grávidas, pois pode agravar casos de pressão alta. É estimulante, antidepressivo e melhora a sensação de cansaço físico e mental. Eu gosto para um banho energizante!

Limão Siciliano

Ajuda a matar germes e contra resfriados. Tem que tomar cuidado ao sair ao sol, melhor deixar para a noite! Também estimula a concentração (bom para a hora dos estudos) e combate o stress. Ajuda a criança sonolenta a sair da cama, quando colocado em um aromatizador.

Hortelã Pimenta

Tem um guia muito massa neste post aqui. É excelente para uma boa energização! Ajuda a criança sonolenta a sair da cama, quando colocado em um aromatizador.

Camomila Romana

Esse foi bem caro! Comprei no site Natue, e pesquisei bastante! Mas estou adorando e valeu a pena! Usei contra a febre do meu bebê, em um pano molhado, como uma compressa. Também usei em massagens para um sono tranquilo!

Gengibre

Ótimo para gripes e resfriados, usei em conjunto com o óleo de Eucalipto, em massagens no peito.

Eucaliptos Globulos

Usei muito em gripes e resfriados! É ótimo para inalações. Segundo este site, também é bacana para piolho e catapora!

Lemongrass

Calmante como a Lavanda. Cuidado pra não queimar a pele, jamais coloque esse óleo puro em contato com a pele, eu já fiz e não foi nada engraçado!

Citronela

Repelente natural, ideal para um aromatizador pela casa naquele horário que os mosquitos resolvem atacar!

Há um tempo eu fiz uns guias bacaninhas sobre aromaterapia… recordar é viver! Dá uma olhadinha!

Qualidade é Fundamental

Quando se trata de óleos essenciais, não adianta miguelar, querer pagar baratinho. Se é baratinho, não é puro e se não é puro, não vai fazer bem. Procure marcas conceituadas, a maioria tem loja online.

As mais bacanas de comprar na Internet, na minha opinião são a BySamia, a WNF e a BioEssência. E tem a maravilhossa Tisserand, que é uma marca britânica muito difícil de achar pra comprar por aqui. No Natue eu encontrei um kit que é tudo de bom, se você achar: o Survival Kit Tisserand, que vem com três blends: Sleep, Energize e De-Stress! Recomendo demais!!

Fontes:

Aromaterapia para Crianças

Aromaterapia para Mães e Filhos

7 Formas de usar Aromaterapia para Bebês e Crianças

agosto 29, 2015
Mayra Caju Warren

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Relato de Parto: Michael + Mayra = Jonas

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Este é um relato do nascimento do nosso filho, Jonas. É um texto muito pessoal, escrito com a intenção de servir de memória sobre um evento importante da minha vida. Também escrevi para que outras mulheres que estão prestes a ter um filho conheçam a minha experiência. Ler relatos de parto é uma das atividades preferidas de gestantes, por isso estou compartilhando.

Quinta-feira, 13 de agosto

Comecei a sentir que tinha um certo vazamento de um líquido bem clarinho por volta das 9h, depois do banho. Alegria, a bolsa rompeu! Vai começar a jornada do Jonas rumo aos meus braços! O dia passa e não sinto nada além do aguaceiro caindo aos poucos de dentro de mim. Tomo chá, faço caminhada, aproveito para dormir, fico no telefone de papo com a doula, Gabi* e com o obstetra, Pablo**. Os dois me dizem pra esperar, acalmar, guardar energias. Pablo quer me ver com 24 horas do horário que a bolsa rompeu. Amanhã de manhã nos vemos na maternidade. Vou dormir pedindo pro Jonas vir, dizendo a ele que estou pronta pra ser sua mãe, que estamos todos preparados para a chegada dele.

Sexta-feira, 14 de agosto

Desperto às 2h da manhã com dores estranhas. Acordo o Michael e falo pra ele que acho que são uns gases dos quintos dos infernos que tão me apertando! Ele já está acostumado com os meus papos sobre gases e movimentos intestinais durante a gravidez. Daí a pouco sinto de novo a dor. Não são gases. todo mundo falou que quando fosse contração pra valer, eu ia saber. E foi assim que aconteceu. Fomos medindo o tempo entre contrações e as horas foram passando. Meu parto começava na madrugada silenciosa. O dia amanheceu e quando dava, eu descansava entre as contrações, feliz que o Jonas decidiu se manifestar! As contrações vêm devagar, como uma onda mesmo… intensifica-se aos poucos e depois passa. A sensação é indescritível, maravilhosa, abençoada.

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Chegamos à maternidade, tento não perder a concentração, mas as contrações mudam, ficam mais espaçadas. A Gabi e o Pablo estão comigo, a equipe que vai me acompanhar até o Jonas nascer. Sinto-me amparada. Minha mãe reza e manda notícias para a família toda que já se impacienta com essa menina insistindo nesse parto normal. Meu marido se desdobra em palavras de conforto e massagens. Sinto-me amada. Transmito esse amor pro Jonas, que ele venha tranquilo, estamos prontos.

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Nos instalamos no apartamento do hospital. Vou ficar ali até o trabalho de parto engrenar, depois tenho a sala de parto, quando tiver com uns 5 a 6 cm de dilatação. Mas o primeiro exame de toque revela que o colo do útero não dilatou nas oito horas iniciais das contrações. É preciso intensificar, uma vez que a bolsa rota já tem mais de 24 horas. Decidimos induzir o parto com medicamentos. Serão quatro doses, a cada três horas que deverão estimular contrações mais fortes e mais ritmadas para o colo do útero afinar e o bebê descer.

Pablo e Gabi

Pablo e Gabi

O dia vai passando, contrações vão se intensificando mas ainda sem ritmo. Vamos ficando apreensivos. A cada dose percebemos que não teve progresso na dilatação, ainda zero. Me bate a dor de pensar que o parto normal pode não mais acontecer. Faço de tudo para ajudar o processo: posições de cócoras, de quatro, danço, caminho pela maternidade, sento na bola de pilates, tomo ducha quente. A todo momento o Pablo coloca o sonar para ouvir o coração do Jonas que segue tranquilo enquanto eu me concentro para que meu corpo se abra. A Gabi se esmera nas massagens, corre atrás de homeopatias e óleos para passar em mim. De 15 em 15 minutos pinga as gotinhas homeopáticas para engrenar o meu trabalho de parto. A dor não existe, só a vontade de parir.

Chegamos à última dose do medicamento, ainda sem progresso na dilatação. São 22h e precisamos conversar sobre o que fazer. Vem o choro, vem a tristeza com a constatação que não ia ser do jeito que planejamos. Mas me lembro do que disse a Maristela, parteira, médica e amiga que pediu que o universo me mandasse o parto que eu precisava ter. Conversamos com a Gabi, com o Pablo, conversamos só nós dois, eu e Michael. Decidimos que era hora de conhecer o Jonas, que fizemos o que podíamos fazer para ele vir ao mundo da melhor forma possível, e continuaríamos nesse propósito mesmo que seja por vias cirúrgicas. Mais choro, temperado com uma dose de medo e decepção com o corpo que faz o que quer, que no meu caso não quis consentir a abertura no tempo que eu lhe estipulei.

Se tivesse sido um parto domiciliar, pode ser que teria acontecido naturalmente. Pode ser. Mas pode ser que não. Se eu esperasse mais uma noite em claro, pode ser que as contrações se ritmassem. Pode ser. E o Jonas poderia nascer em algumas horas, feliz e saudável. Mas eu tive medo do hospital, dos protocolos médicos com suas determinações ao ver que uma criança nasceu de parto com dias de bolsa rota, aberto a infecções. E se resolvessem que o Jonas precisava ficar internado em UTI, recebendo antibióticos? Teria ainda assim valido a pena esperar o parto normal? Se tivesse sido um parto domiciliar… se, se, se… não dava mais pra questionar o se de tudo.

Mamãe

Mamãe na espera…

Coloco a roupinha do centro cirúrgico. Minha mãe comemora aliviada que vou para a cesárea. Fico triste que ela comemora, porque eu não estou no clima de celebração. Mas por quê não? Não vou finalmente conhecer meu filho? Tantos sentimentos tão confusos (até escrever isso aqui está sendo conflitante). Vamos, eu, Michael, Pablo, Gabi, e minha mãe para o centro cirúrgico. Mamãe fica para trás, vai esperar no apartamento.

Estou tensa, os ombros grudados nas orelhas enquanto respondo às perguntas dos anestesistas e assistentes e enfermeiras que não sei mais quem é quem nesse emaranhado de gente. Para eles tudo isso é muito normal, corriqueiro. Para mim, tudo muito frio, esterilizado, azul, iluminado demais, sem música, sem calor. A Gabi me lembra de relaxar os ombros e ouvir o que o anestesista está falando sobre as agulhas que estão entrando na minha coluna. Ele não pode errar, eu não posso me mexer. Aos poucos não sinto mais as pernas. Me deitam e colocam meus pés mais elevados em relação ao resto do corpo. Prendem meus braços, tem um soro pendurado, pingando. Nem sinal do Michael. Uma pediatra se apresenta. O Pablo chega, eles falam do tempo de bolsa rota e a pediatra já pergunta de antibiótico e já fala que estou obrigada a ficar 36 horas no hospital. O Pablo briga por mim, fala pra mulher que não tem indicação de antibiótico porque eu não tenho a tal bactéria. Todo esse papo vai me cansando, uma estranheza…

Sábado, 15 de agosto de 2015

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A cirurgia começa. Um pano azul me impede de ver o que acontece. Não sinto nada, mas sei que estão mexendo em mim. Michael chega, finalmente, com o rosto coberto por uma máscara, de roupinha azul, os olhos arregalados. Ele pega a câmera e começa a filmar o que estão fazendo do outro lado do pano. Eu fico brava, não vou querer ver isso depois. O tempo vai passando e penso em tudo. Penso que posso até morrer nessa cirurgia. Percebo que o lance todo tá muito dark na minha cabeça. Me reprimo por estar pensando assim. Afinal, meu filho está nascendo, finalmente, após horas e horas e horas de suspense, agora eu sei que ele está nascendo.

O anestesista me avisa que eu vou sentir um desconforto porque o Jonas está muito alto. Isso quer dizer que ele está longe do corte da cesária e vão ter que me apertar pra ele descer. São uns dois minutos de agonia. A pediatra me aperta com força descomunal. Estou anestesiada mas sinto dificuldade em respirar, como se meus pulmões estivessem sendo espremidos. É muito forte, as lágrimas correm, fico com mais medo ainda.

Michael solta uma exclamação: “ele é perfeito, amor!”, e assim eu sei que Jonas nasceu. É meia-noite e vinte e um – 12:21. Não escuto o Jonas por alguns segundos intermináveis, até que ele grita e chora um gemido sentido, um choro magoado, um nhééé que jamais imaginei que pudesse ser o jeito que meu filho choraria. Quero vê-lo mas não consigo, mesmo com o pano azul retirado da minha frente, a inclinação da mesa de cirurgia não me deixa ver ele direito. Sinto a Gabi me beijando, o Michael me beijando. Os dois choram e falam como o Jonas é lindo. Eu quero ver, quero pegar. E logo ele vem, a Gabi coloca ele no meu peito e ele vai me cheirando, chorando, procurando o peito já querendo mamar.

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O momento mais importante é este, meu filho está aqui, vivo, ativo, em cima de mim. Agora não ligo mais pra nada, só quero que ele fique ali comigo. Não sou mais uma gestante, agora sou uma mãe. Sou a mãe do Jonas.

 

Gabi e Pablo

Antes de ir pro centro cirúrgico, a última foto da barriga, com esses dois que me apoiaram e estiveram com a gente até o fim!

Antes de ir pro centro cirúrgico, a última foto da barriga, com esses dois que me apoiaram e estiveram com a gente até o fim! Gratidão, Pablo, gratidão, Gabi!

*Gabi é a Gabriela Zanella, doula maravilhosa, indicada pra mim pelas pessoas que mais amo e confio e que foi um anjo antes, durante e depois do meu parto. O choro dela quando o Jonas nasceu me libertou e me ajudou a também chorar e agradecer pelo presente que estava ganhando do universo ao invés de focar no parto que não aconteceu. A Gabi veio pro meu caminho pra me ajudar a enxergar a experiência de ser mãe sem preocupações, porque ela estaria lá pra ajudar em tudo. E estava mesmo.

**Pablo é Pablo Queiroz dos Santos, médico ginecologista e obstetra que me acompanha há alguns anos e resolve minhas dúvidas e grilações com a maior paciência do universo. Tem as mãos mais leves que a medicina já viu e o coração do tamanho do mundo. Depois do meu parto ainda foi conversar com a minha mãe e acalmar uma família inteira, deve ter chegado em casa exausto no meio da madrugada, ainda levando uma placenta que eu tive a cara de pau de pedir que ele entregasse à doula que iria encapsular pra mim.

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agosto 10, 2015
Mayra Caju Warren

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Nove meses // Nine months

Gestando o amor. ❤️ // Love growing. ❤️❤️ #9meses #38weeks #jonas

Gestando o amor. ❤️ // Love growing. ❤️❤️ #9meses #38weeks #jonas

Há nove meses estou gerando uma vida. Hoje, 10 de agosto, é a Data Provável para o Parto (DPP), o dia em que a gestação do meu filho completa 40 semanas, ou 280 dias.

Estou esperando o Jonas. Jonas Cajueiro Warren. Ele é muito desejado, planejamos muito essa chegada. Em setembro do ano passado eu me cuidei, fiz um panchakarma, processo da medicina ayurveda que realiza uma limpeza profunda no organismo e o nutre de tudo o que há de melhor na sabedoria antiga indiana. Tudo com propósito. Com o objetivo de gerar uma vida de forma saudável.

O panchakarma acabou, eu viajei de férias e logo que voltamos de viagem, eu e meu marido decidimos que começaríamos a tentar o que muito se recomendava: atenção ao período fértil, sexo a cada dois dias, especialmente durante a ovulação. Pra quem nunca tentou, e sempre evitou essas coisas, eu pensava que era um baita trabalhão lembrar dessas datas e coisas assim. Pois não é que hoje em dia tem até app de celular pra te lembrar do tal calendário? Lá fui eu usar as apps!

E depois do primeiro mês tentando (ou treinando pra tentar), quando era para a menstruação vir, ela não veio. Vieram em seu lugar umas coisas estranhas, sensibilidade excessiva nos seios, um sono incontrolável. Fiz dois testes. Os dois positivos. Fiz exame de sangue: deu positivo. Era início de dezembro, estava grávida.

Dali para cá, 40 semanas, mais de nove meses sentindo todo tipo de coisa, passando por inúmeras experiências que não dá pra explicar em um só post. Por isso, resolvi escrever vários. E vocês vão conhecer algumas das minhas experiências nesse processo.

É como se eu estivesse pronta, nos bastidores ao lado do palco, e tivesse que esperar pra entrar em cena. Esperar o quê? Um sinal. De quem? Do ator principal, que é assim, meio estrelinha, sabe? E enquanto esse cara não resolver aparecer, fico esperando, me preparando. Porque eu sei que quando ele chegar, este vai ser o papel mais importante que terei na vida! // It's like I'm ready, standing behind curtains, waiting to enter the stage. Waiting for what? A signal. From whom? From the main actor, who is kind of a super star, you know? And while this guy doesn't get here, I just wait and keep getting ready. Because I know that when he does arrive, this will be the most important role I'll have in my life! #jonas #39weeks #9meses+

É como se eu estivesse pronta, nos bastidores ao lado do palco, e tivesse que esperar pra entrar em cena. Esperar o quê? Um sinal. De quem? Do ator principal, que é assim, meio estrelinha, sabe? E enquanto esse cara não resolver aparecer, fico esperando, me preparando. Porque eu sei que quando ele chegar, este vai ser o papel mais importante que terei na vida! // It’s like I’m ready, standing behind curtains, waiting to enter the stage. Waiting for what? A signal. From whom? From the main actor, who is kind of a super star, you know? And while this guy doesn’t get here, I just wait and keep getting ready. Because I know that when he does arrive, this will be the most important role I’ll have in my life! #jonas #39weeks #9meses+

Hoje eu comemoro o final dessa gestação, que não tem data certa para acabar. Só sei que na data provável ela ainda não acabou! Hoje começo a me despedir da barriga que foi crescendo até chegar em um tamanho que nunca imaginei que pudesse chegar. Começo a dizer adeus a sentir a vida dentro de mim fazendo seus movimentos carinhosos (às vezes nem tão carinhosos, é bem verdade), me despeço da sensação de estar acompanhada em todos os momentos do dia e da noite.

Nessa despedida quero dizer que estou feliz, estou segura e estou pronta. Pode nascer, Jonas. Não deu tempo de ler todos os livros, nem de terminar a reforma da casa, nem mesmo de fazer uma super poupança no banco pra te receber. Mas eu sei que você não se importa. Deu tempo sim de um pai e uma mãe se conhecerem de um jeito totalmente novo. De avôs, avós, tios e primos ficarem muito curiosos para te conhecer. Deu tempo para que eu pudesse conhecer tudo o que meu corpo é capaz de fazer naturalmente, facilmente. Foram meses de muita aventura, muito descobrimento e eu nunca mais vou esquecer desses nove meses com você.

Conseguimos! Chegamos às 40 semanas! Amor, descobertas, sensações inesquecíveis.  #jonas #40weeks #duedate

Conseguimos! Chegamos às 40 semanas! Amor, descobertas, sensações inesquecíveis.
#jonas #40weeks #duedate

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Nine months ago I began growing a person. Today, August 10th is the due date, the day the pregnancy of my son achieves 40 weeks, or 280 days.

I’m waiting for Jonas, Jonas Cajueiro Warren. He has been awaited with lots of love, we planned his arrival carefully. In September of last year I took care of myself, I went through a panchakarma, a ayurveda medicine process that performs a deep cleansing of the body and nourishes it with all that is best in the ancient Indian wisdom. All with purpose. All done in order to generate a healthy new life.

The panchakarma was over, we went on vacation and as soon as we returned from our trip, my husband and I decided that we would start trying to conceive, following some advice we received: pay attention to the fertile period, have sex every other day, especially during ovulation. Since we had never tried to make a baby, always avoided doing these things, I thought it was a hell of a lot of work to remember these dates and rules. But I found out there are cell phone apps that can help you keep track so, what the hell! Off I went to use the apps!

After the first month trying (or training to try) when my period was supposed to come, it didn’t. What arrived instead were some strange things, ilke excessive boob tenderness, uncontrollable sleepiness. I took two urine tests, both positive. I took a blood test: it was positive. It was early December, I was pregnant.

From there to here it’s been 40 weeks, more than nine months feeling all sorts of things, going through numerous experiences that I cannot explain in one post. So I decided to write a few. And you will be able to follow some of my experiences in this process.

Today I celebrate the end of this pregnancy, which still has no certain date to end. I only know right now that I’m still pregnant, but not for long! So, today I begin to say goodbye to this belly that has been growing to a size I never imagined it could reach. I begin to say goodbye to feeling life inside me, Jonas making his loving movements (sometimes not so loving, it is true). I also say farewell to the feeling of not being alone at all times of day and night.

In this farewell I mean to say that I’m happy, I’m safe and I’m ready. You can be born now, Jonas. Nine months were not enough time to read all the books, or to finish the renovation of our house, not even to save some money to receive you. But I know you do not care. There was enough time for a father and a mother to know each other in a whole new way. For grandparents, an aunt, an uncle and cousins ​​get too curious to meet you. There was time for me to know about things that my body can do naturally, easily. They were great months of adventure, discovery and I will never forget these months with you.

agosto 21, 2014
Mayra Caju Warren

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Cajureba Ensina: Cuidar da Dermatite // Cajureba Teachings: Taking care of Dermatitis

Os últimos estágios da crise de dermatite, quando as lesões começam a sarar. // The last stage of the crisis, lesions starting to heal.

Os últimos estágios da crise de dermatite, quando as lesões começam a sarar. // The last stage of the crisis, lesions starting to heal.

Se você tem dermatite ou psoríase, você sabe que as perebas coçam muito. Mas muito mesmo. Seja no estágio de bolinhas vermelhas, seja quando as inflamações sararam e agora você tem um monte de pele nascendo, a sua pele é muito sensível e não dá pra ignorar que ela precisa de muita atenção. Separei algumas dicas básicas sobre o que fazer para cuidar da pele nessas situações sem apelar para medicação mais forte. Lembrando que são dicas baseadas em minhas próprias experiências.

Pare de coçar a pele.

Deixa quieto. Sério, pare de coçar. Quanto mais você coça, pior fica. Então apenas pare.

O que eu faço: para lidar com a coceira eu gosto de lavar a pele com água fria, usar a aromaterapia para lidar com a ansiedade que a coceira faz a gente sentir, gosto também de passar um hidratante e massagear a pele ao invés de coçar.

Mude os produtos que você deixa tocar a sua pele.

Muita gente tem alergia a produtos de beleza, shampoos, condicionadores, hidratantes. Os produtos que você escolhe para lavar a sua roupa também precisam ser especiais. Qualquer coisa que toque a sua pele precisa ser especial.

Primeiro, escolha hidratantes sem fragrância, hipoalergênicos, não-comedogênicos (que não obstruem os poros da pele). Corra de tudo o que resseca a pele. Evite muita maquiagem, produtos com álcool. Lave suas roupas com produtos sem muito cheiro, hipoalergênicos. Depois, evite o contato de produtos de limpeza como detergente e água sanitária com a sua linda pele. Lembre-se: você é sensível.

O que eu faço: uso hidratantes muito neutros (a marca que eu prefiro é Cetaphyl) e não uso sabonete em barra. Gosto de óleos, sem muito cheiro, o mais naturais possível. Na limpeza da casa, tento manter as mãos protegidas com luvas de latex sem aquele pó (prefiro da marca Scott) e tento evitar o contato com muita água. Já tive crises horrendas por causa da água sanitária, então não chego nem perto. 

Hidrate a pele do jeito certo.

Apesar de parecer que a hidratação da pele é uma cura fácil de mais pra ser de verdade, um hidratante natural, especial, pode curar suas perebas! Acredite! Eu já vi acontecer!!

Às vezes nem precisa comprar o produto mais caro da farmácia. Usar óleos naturais como azeite de oliva, ghee, azeite de côco, manteiga de karité geralmente trazem resultados incríveis! Tudo o que você for comprar precisa ser hipoalergênico, não-comedogênico, sem cheiro.

O que eu faço: nas lesões só uso hidratante Cetaphyl, pomadas naturais (calêndula ou à base de lavanda e melaleuca). O banho é morno, nada de água muito quente. 

Vida longa e próspera, sem dermatite! // Live long and prosper, scab free!

Vida longa e próspera, sem dermatite! // Live long and prosper, scab free!

Mude seus hábitos e busque o equilíbrio.

Alguns alimentos e alguns hábitos podem piorar as perebas. Pesquisas (link) apontam que alguns alimentos como soja, trigo, peixes, lactose, e ovos podem piorar as perebas em algumas pessoas. O intestino preso e o excesso de toxinas no corpo também são fatores que merecem atenção. Por isso é preciso melhorar a alimentação, reduzir o estresse e manter o corpo e mente equilibrados.

Outras coisas que ajudam a piorar as coisas são fumar, usar roupas que irritam a pele, como as fibras sintéticas e lã e também o hábito de tomar banhos longos e muito quentes, ou ficar com a pele em contato com o suor. Então experimente parar de fazer algumas coisas e observe o efeito na sua saúde.

O que eu faço: evito comer alimentos com lactose, procuro me exercitar, fazer exercícios de respiração e meditação para tentar manter um certo equilíbrio. Eu percebo que quando me exercito menos, quando descuido da alimentação e dos hábitos mais saudáveis as perebas aparecem.

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agosto 18, 2014
Mayra Caju Warren

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Cajureba Ensina: Coisa de Pele // Cajureba Teachings: It’s a Skin Thing

Desculpem pela imagem feia, mas essa foi a minha pior crise de dermatite. Foi em fevereiro de 2013. // My worst dermatitis crisis ever. February of 2013.

Desculpem pela imagem feia, mas essa foi a minha pior crise de dermatite. Foi em fevereiro de 2013. // My worst dermatitis crisis ever. February of 2013.

Resolvi fazer alguns posts para ensinar sobre as manifestações de pele. Tudo o que eu já aprendi, vou falar para vocês. Vou trazer artigos de outras fontes menos conhecidas e vamos aprender e discutir os problemas de pele parecidos com o que aparece em mim.

Não importa o nome, o dermatologista pode chamar de eczema, alergia, dermatite, psoríase, o que for, eu sempre quando pesquiso procuro coisas relacionadas umas às outras, o que é o caso desses todos problemas que eu falei aí em cima. Então, para facilitar, chamaremos a tal “coisa” de pereba, ok?

A pereba a que me refiro é quando a pele fica irritada, coberta de bolinhas, ou com bolhas de pus, coceira, etc. As instruções que eu trago são baseadas nas minhas próprias experiências, não são científicas. Não sou médica, não sou nutricionista, não sou curandeira. Só sei um pouquinho de reiki e tals, nada demais!

Para evitar o uso de remédios mais fortes, com mais efeitos colaterais, lembre-se que o processo é lento. Muito lento. Por isso que inventaram o corticóide. Para que seja rápido. Na foto acima, minha pior crise de dermatite na vida, eu fui forçada a usar medicamentos como antibióticos, corticóides. O problema era muito sério, muito perigoso para ir pelo caminho mais longo.

Mesmo assim, estamos aqui indo por outro rumo, o rumo de prevenir a coisa, tentar fazer com que a pereba não apareça ou, se ela aparecer, que ela vá embora por conta própria.

Se por acaso sua pereba não quiser ir embora de jeito nenhum e degringolar para uma mega inflamação, vá pro corticóide, procure seu medico. Não vai ser doido.

Agora chega de disclaimers, vamos lá.
Este é o básico do básico.

Eczema-Types-300x2311. O que é a pereba?

Geralmente é uma doença de pele crônica que se manifesta de diversas formas. Muitos apresentam algumas bolinhas tipo espinhas de pele, avermelhadas. Outros apresentam partes do corpo cobertas em pequenas bolinhas e a pele bastante irritada.

2. Por que a pereba aparece?

As causas mais comuns são as alergias de contato (metais, produtos de limpeza, etc.), as alterações climáticas (muito frio, muito calor), má nutrição (a pessoa só come porcaria, intestino não funciona, come muito alimento com lactose ou muita carne), problemas de metabolismo (o que pode ser o que o pessoal fala na Ayurveda de desequilíbio dos doshas).

3. Pereba tem cura?

Apesar de muita gente dizer que não tem cura, existem muitos outros que, assim como eu, afirmam que conseguem curar suas perebas com uma variedade de métodos. Muitos deles são remedinhos comuns, fáceis de encontrar. No entanto, cada pessoa e cada pereba é diferente, e o que pode causar a pereba e curar a tal, pode variar. A solução é tentar várias coisas diferentes até que alguma dê certo.

Nos próximos posts falaremos sobre os métodos de cuidar da pereba. Até loguinho!

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agosto 11, 2014
Mayra Caju Warren

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O meu termômetro // My thermometer

Todos temos algo, um sinal do corpo, uma intuição, algo que avisa que não estamos no rumo certo. Para alguns é a imunidade que cai, uma gripe que aparece, o cabelo que cai, a dificuldade no sono.

Eu tenho o meu termômetro: a dermatite. Ela vem, não tem jeito. Se eu perco o foco, se eu relaxo, ela vem.

E adivinha só … relaxei de novo! Novidade, né? O pior é que é verdade. Isso é chato de admitir, mas me deixei levar, me enfiei em trabalho, em compromissos do dia-a-dia e o stress veio e fez subir a temperatura do meu tal termômetro!

E com ele sempre vem uma dificuldade para dormir, uma certa rotina de acordar com dor de cabeça (sono ruim ou até o danado do bruxismo, o ranger de dentes durante a noite). E até ganhei uns quilinhos indesejados.

Acho que na maioria das experiências podemos tirar uma parte positiva e uma negativa, sabe? Algo meio 50/50. O lado ruim de passar por essas crises de dermatite, para mim, é reconhecer que falhei comigo mesma. Mas o lado bom é saber que é só uma crise e que eu tenho o poder de curar a mim mesma.

Assim como em outras crises, desta vez a minha mente foi a principal arma para vencer a dermatite. Hoje, mais de um mês após o início da dermatite, estou conseguindo ver mudanças para a cura das lesões. Já não tenho inflamações e estou conseguindo ter menos coceiras.

Tudo isso sem precisar usar corticóides, pomadas ou pílulas, ou mesmo suplementos alimentares. Usei as ervas da Ayurveda, hidratantes, aromaterapia, chás. Combati o kapha. Combati o nervosismo, a ansiedade. Me convenci que não adiantava entrar em desespero, ficar com vergonha, me esconder.

E está sarando. E essa é a boa notícia. Estou vencendo mais essa crise! E você? Qual o seu termômetro? Como você lida com ele?

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